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  Brasões da Sala de Sintra


   O rei Dom Manuel I, o Venturoso (*1469;†1521), reinou de 1495 a 1521 quando decorre a época de ouro dos descobrimentos, a construção dos Jerônimos, a continuação de outras obras monumentais e a publicação das Ordenações Manuelinas. Jaz no Mosteiro dos Jerônimos.

D Manuel I  D. Manuel I

   No seu reinado fez reunir pelo reino de Portugal todos os brasões, insígnias e letreiros, para organizar e normatizar o uso das armas e a concessão de brasões. 

   Este material foi organizado e reunido num livro, que serviu de modelo para serem pintados os brasões das 72 principais famílias lusas da época, ilustres em honra, história e bens, no teto de uma das salas do PaçoReal da Vila de Sintra, hoje chamado de Palácio Nacional de Sintra.

   Consta que existiram três livros de brasões:  o 'Livro Antigo dos Reis d`Armas' de António Godinho, escrivão da Câmara Real, que teria desaparecido quando um terremoto destruiu o Cartório da Nobreza; o 'Livro do Armeiro-Mor', com data de 15 de agosto de 1509, de João Rodrigues, Rei de Armas de Portugal; e o 'Livro da Torre do Tombo' do Bacharel Antonio Rodrigues, também Rei de Armas de Portugal.
 
   

 Teto abobadado da Sala dos Brasões
Sala dos Brasões  © Noronha Cardoso

 
   Também conhecida como Sala de Armas, é um dos melhores exemplos da afirmação do poder real. No centro do teto desta sala que mede aproximadamente 14 por 13 metros, estão representadas as armas do rei D. Manoel I, circundadas por seis brasões representando sua descendência masculina (os príncipes) e dois brasões em lisonja (em forma de losango) representando sua descendência feminina (as princesas). Abaixo destes estão os setenta e dois brasões da mais notável nobreza da época, dispostos em ordem de importância, que estão assentes no ventre de veados sobre cujas cabeças repousa o timbre de cada família. 

   

Planta de localização dos Brasões da Sala de Sintra
Planta da Sala de Sintra

 
Listagem dos Brasões e sua correspondente localização na Sala de Sintra

  A - Armas do Rei  D. Manuel I
  B - Infante Dom Yoam 
  C - Infante Dom Luis 
  D - Infante Dom Fernando 
  E - Infante Dom Afonso 
  F - Infante Dom Enrique 
  G - Infante Dom Duarte 
  H - Infante Dona Isabel 
  I  - Infante Dona Beatris 
42 - Aboim
27 - Abreu
71 - Aguiar
23 - Albergaria
14 - Albuquerque
24 - Almada
16 - Almeida
15 - Andrade
66 - Arca
  4 - Ataíde
25 - Azevedo
58 - Barreto
55 - Bethancourt
72 - Borges
28 - Brito
35 - Cabral
43 - Carvalho
26 - Castelo-Branco
  3 - Castro
  7 - Castro (da Penha Verde)
63 - Cerveira
59 - Coelho
32 - Corte-Real
45 - Costa
  2 - Coutinho
  8 - Cunha
  5 - Eça
69 - Faria
18 - Febos Monis
61 - Ferreira
53 - Gama
65 - Góios
56 - Góis
68 - Gouveia
21 - Henriques
33 - Lemos
19 - Lima
49 - Lobato
30 - Lobo
40 - Malafaia
17 - Manuel
38 - Mascarenhas
41 - Meira
12 - Melo
22 - Mendonça
  6 - Meneses
36 - Miranda
44 - Mota
29 - Moura
54 - Nogueira
  1 - Noronha
47 - Pacheco
10 - Pereira
46 - Pessanha
57 - Pestana
64 - Pimentel
67 - Pinto
60 - Queiróz
34 - Ribeiro
31 - Sá 
39 - Sampaio
62 - Sequeira
52 - Serpa
13 - Silva
48 - Sotomaior 
  9 - Sousa
37 - Tavares
20 - Távora
50 - Teixeira
51 - Valente
11 - Vasconcelos
70 - Vieira

Clique nos apelidos para ver uma imagem e a descrição do brasão.


Imagem reproduzida da capa da obra de Anselmo Braamcamp Freire: 'Brasões da Sala de Sintra'

Esta imagem é uma reprodução, feita no início do século XX, 
do brasão dos Noronhas como está pintado no teto desta Sala dos Brasões. 
Este desenho, assim como os de alguns outros brasões, é encontrado 
na obra de Anselmo Braamcamp Freire:  'Brasões da Sala de Sintra'. 


 
 

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