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Heráldica



 


   Heráldica (ou armaria ou parassematografia) é a arte de formar e descrever o brasão de armas, que é um conjunto de peças, figuras e ornatos dispostos no campo de um escudo e/ou fora dele, e que representam as armas de uma nação, país, estado, cidade, de um soberano, de uma família, de um indivíduo, de uma corporação ou associação. 

   A heráldica principiou no século XII, quando iniciou-se a utilização dos símbolos pessoais e familiares, que são antiqüíssimos, dentro de escudos. 

   Os escudos heráldicos representam os escudos de guerra, onde os combatentes pintavam suas armas para serem facilmente identificados, e podem ter diversas formas. Na atualidade, são mais utilizados o modelo francês e o português (boleado). 

Escudos

   As cores utilizadas em armaria são conhecidas genericamente como esmaltes, que se dividem em Metais (ouro e prata), os Esmaltes propriamente ditos:  Vermelho (goles), Azul (blau), Verde (sinople), Púrpura, Preto ou Negro (sable) e os Forros ou Peles: Arminhos e Veiros. Também são incluídas a carnação e as cores naturais, embora não sejam Esmaltes. 

Esmaltes



 


       Significado dos Esmaltes
 

Ouro: nobreza, riqueza e poder.
Prata: pureza, integridade, firmeza e obediência.
Vermelho: vitória, fortaleza e ousadia.
Azul: zelo, lealdade, caridade, justiça, lealdade, beleza e boa reputação.
Verde: esperança, fé, amizade, bons serviços prestados, amor, juventude e liberdade.
Púrpura: grandeza e sabedoria elevada.
Negro: prudência, astúcia, tristeza, rigor e honestidade.


 


 




Figuras Heráldicas podem ser: 

Naturais: animais , plantas, árvores, astros, figura humana, etc.
Artificiais: guerra, caça, artes, ofícios, arquitetura militar, armaria, marinha, cavalaria, cerimônias religiosas, etc.
Quiméricas, Fantásticas: grifo, dragão, centauro, águia bifronte, serpe, unicórnio, etc.
 
 
 

Das Leis Heráldicas 

Primeira Lei 
Não se coloca metal sobre metal, cor sobre cor, ou forro sobre forro. 

Segunda Lei 
As peças honrosas devem ser colocadas nos lugares que lhes competem. 

Terceira Lei 
As figuras naturais ou quiméricas, quando sozinhas, devem ocupar o centro do campo sem tocar em seus bordos. 

Quarta Lei 
Muitas peças móveis, ou figuras, pousadas sobre o mesmo campo tem sempre o mesmo esmalte, desde que sejam elas repetidas sem alterações. 

Quinta Lei 
Não há tonalidades diferentes de uma mesma cor. 

Sexta Lei 
Um brasão deve ser regular, simples e completo. 
 


Bibliografia: 
'Armorial Lusitano', de Afonso Eduardo Martins Zúquete;   ( Armorial Lusitano Online )
'Heráldica', de Gastão de Mello de Matos e Luís Stubbs Saldanha Monteiro Bandeira;
'Simbologia Heráldica', de Salvador de Moya;
'Tratado de Heráldica', de Waldemar Baroni Santos;
'Titulares do Império'; de Carlos G. Rheingantz;
'Heráldica', de Luiz Marques Poliano;
'A História dos Símbolos Nacionais' de Milton Luz;
'Heráldica General', de Ignacio Vicente Cascante;
'Os Brasões da Sala de Sintra', de Anselmo Braamcamp Freire;
'Armorial Général', de J. B. Rieststap;
'Introdução ao Estudo da Heráldica', de Marquês de Abrantes;
'História da Colonização Portugueza do Brasil', Litografia Nacional - Portugal.

sergio@buratto.org


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